{"id":20,"date":"2007-08-29T14:02:00","date_gmt":"2007-08-29T14:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/terapiaschinesas.wordpress.com\/2007\/08\/29\/a-arte-de-ouvir-para-um-terapeuta-da-mtc\/"},"modified":"2020-04-27T16:21:21","modified_gmt":"2020-04-27T19:21:21","slug":"a-arte-de-ouvir-para-um-terapeuta-da-mtc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.terapiaschinesas.com.br\/index.php\/2007\/08\/29\/a-arte-de-ouvir-para-um-terapeuta-da-mtc\/","title":{"rendered":"A Arte de Ouvir para um terapeuta da MTC"},"content":{"rendered":"<p>O ponto fundamental da Medicina Chinesa \u00e9 o sucesso do tratamento. \u00c9 a melhora da qualidade de vida da pessoa, independente de qual ferramenta terap\u00eautica se pratique: acupuntura, fitoterapia, Tui Na ou Qi Gong. Mas para se chegar neste resultado um outro ponto \u00e9 fundamental: o diagn\u00f3stico. Lembro aqui para os leigos que se trata do diagn\u00f3stico pr\u00f3prio da MTC.<\/p>\n<p>A MTC tem uma caracter\u00edstica interessante: algumas vezes o tratamento \u00e9 mais simples de que o diagn\u00f3stico. Sabendo com clareza a raiz daquela desarmonia e o princ\u00edpio de tratamento, toda a pr\u00e1tica em si se torna mais f\u00e1cil.<\/p>\n<p>Para um diagn\u00f3stico perfeito \u00e9 necess\u00e1rio unir-se os 4 M\u00e9todos cl\u00e1ssicos de diagn\u00f3stico: a Observa\u00e7\u00e3o, o Interrogat\u00f3rio, a Palpa\u00e7\u00e3o e Olfa\u00e7\u00e3o e a Ausculta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Percebemos na pr\u00e1tica cl\u00ednica que o Interrogat\u00f3rio \u00e9 o ponto que leva mais tempo e que muitas vezes \u00e9 o ponto chave do Diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>Mas para isso \u00e9 necess\u00e1rio ouvir o paciente, obviamente. Mas aqui eu falo de realmente Ouvir.<\/p>\n<p>Para o dian\u00f3stico \u00e9 importante entender de fato o que ele est\u00e1 sentindo em todos os n\u00edveis: f\u00edsicos, emocionais, intelectuais, sociais. E ainda &#8220;traduzir&#8221; essas informa\u00e7\u00f5es para a forma de pensar da Medicina Chinesa.<\/p>\n<p>Para ajudar-nos a ouvir deixo a todos um texto de Rubens Alves:<\/p>\n<p><strong>A Arte de Ouvir<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;De todos os sentidos, o mais importante para a aprendizagem do amor, do viver juntos e da cidadania \u00e9 a audi\u00e7\u00e3o. Disse o escritor sagrado:&#8221;No princ\u00edpio era o Verbo&#8221;. Eu acrescento: &#8220;Antes do Verbo era osil\u00eancio.&#8221; <\/p>\n<p>\u00c9 do sil\u00eancio que nasce o ouvir. S\u00f3 posso ouvir a palavrase meus ru\u00eddos interiores forem silenciados. S\u00f3 posso ouvir a verdadedo outro se eu parar de tagarelar. Quem fala muito n\u00e3o ouve. Sabem disso os poetas, esses seres de fala m\u00ednima. Eles falam, sim. Paraouvir as vozes do sil\u00eancio. Veja esse poema de Fernando Pessoa, dirigido a um poeta: &#8220;Cessa o teu canto! Cessa, que, enquanto o ouvi,ouvia uma outra voz como que vindo nos interst\u00edcios do brando encanto com que o teu canto vinha at\u00e9 n\u00f3s. Ouvi-te e ouvia-a no mesmo tempo e diferentes, juntas a cantar. E a melodia que n\u00e3o havia se agora alembro, faz-me chorar&#8230;&#8221; <\/p>\n<p>A magia do poema n\u00e3o est\u00e1 nas palavras do poeta. Est\u00e1 nos interst\u00edcios silenciosos que h\u00e1 entre as suaspalavras. \u00c9 nesse sil\u00eancio que seouve a melodia que n\u00e3o havia. A\u00ed a magia acontece: a melodia me faz chorar. <\/p>\n<p>N\u00e3o nos sentimos em casa no sil\u00eancio. Quando a conversa para por n\u00e3ohaver o que dizer tratamos logo de falar qualquer coisa, para por umfim no sil\u00eancio. Vez por outra tenho vontade de escrever um ensaiosobre a psicologia dos elevadores. Ali estamos, n\u00f3s dois, fechados naquele cub\u00edculo. Um diante do outro. Olhamos nos olhos um do outro? Ou olhamos para o ch\u00e3o? Nada temos a falar. Esse sil\u00eancio, \u00e9 como se fosse uma ofensa. A\u00ed falamos sobre o tempo. Mas n\u00f3s dois bem sabemos que se trata de uma farsa para encher o tempo at\u00e9 que o elevador pare.<\/p>\n<p>Os orientais entendem melhor do que n\u00f3s. Se n\u00e3o me engano o nome do filme \u00e9 &#8220;Aconteceu em T\u00f3quio&#8221;. Duas velhinhas se visitavam. Por horas ficavam juntas, sem dizer uma \u00fanica palavra. Nada diziam porque no seu sil\u00eancio morava um mundo. Faziam sil\u00eancio n\u00e3o por n\u00e3o ter nada a dizer, mas porque o que tinham a dizer n\u00e3o cabia em palavras. <\/p>\n<p>A filosofia ocidental \u00e9 obcecada pela quest\u00e3o do Ser. A filosofia oriental, pela quest\u00e3o do Vazio, do Nada. \u00c9 no Vazio da jarra que se colocam flores. O aprendizado do ouvir n\u00e3o se encontra em nossos curr\u00edculos. A pr\u00e1tica educativa tradicional se inicia com a palavra do professor. Amenininha, Andr\u00e9a, voltava do seu primeiro dia na creche. &#8220;Como \u00e9 a professora?&#8221;, sua m\u00e3e lhe perguntou. Ao que ela respondeu: &#8220;Ela grita&#8230;&#8221; N\u00e3o bastava que a professora falasse. Ela gritava. N\u00e3o me lembro de que minha primeira professora, Da. Clotilde, tivesse jamais gritado. Mas me lembro dos gritos esgani\u00e7ados que vinham da sala ao lado. Um \u00fanico grito enche o espa\u00e7o de medo. Na escola a viol\u00eancia come\u00e7a com estupros verbais. Milan Kundera conta a est\u00f3ria de Tamina, uma gar\u00e7onete. &#8220;Todo mundo gosta de Tamina. Porque ela sabe ouvir o que lhe contam. Mas ser\u00e1 queela ouve mesmo? N\u00e3o sei&#8230; O que conta \u00e9 que ela n\u00e3o interrompe a fala. <\/p>\n<p>Voc\u00eas sabem o que acontece quando duas pessoas falam. Uma fala e outra lhe corta a palavra: &#8216;\u00e9 exatamente como eu, eu&#8230;&#8217; e come\u00e7a a falar de si at\u00e9 que a primeira consiga por sua vez cortar: &#8216;\u00e9 exatamente como eu, eu&#8230;&#8217;Essa frase &#8216;\u00e9 exatamente como eu&#8230;&#8217; parece ser uma maneira de continuar a reflex\u00e3o do outro, mas \u00e9 um engodo. \u00c9 uma revolta brutal contra uma viol\u00eancia brutal: um esfor\u00e7o para libertar o nosso ouvido da escravid\u00e3o e ocupar \u00e0 for\u00e7a o ouvido do advers\u00e1rio. Pois toda a vida do homem entre os seus semelhantes nada mais \u00e9 do que um combate para se apossar do ouvido do outro&#8230;&#8221;Ser\u00e1 que era isso que acontecia na escola tradicional? O professor se apossando do ouvido do aluno ( pois n\u00e3o \u00e9 essa a sua miss\u00e3o?), penetrando-o com a sua fala f\u00e1lica e estuprando-o com a for\u00e7a da autoridade e a amea\u00e7a de castigos, sem se dar conta de que no ouvido silencioso do aluno h\u00e1 uma melodia que se toca. <\/p>\n<p>Talvez seja essa a raz\u00e3o porque h\u00e1 tantos cursos de orat\u00f3ria, procurados por pol\u00edticos e executivos, mas n\u00e3o haja cursos de escutar\u00f3ria. Todo mundo quer falar. Ningu\u00e9m quer ouvir.Todo mundo quer ser escutado. (Como n\u00e3o h\u00e1 quem os escute, os adultos procuram um psicanalista, profissional pago do escutar.) Toda crian\u00e7a tamb\u00e9m quer ser escutada. Encontrei, na revista pedag\u00f3gica italiana&#8221;Cem Mondialit\u00e0&#8221; a sugest\u00e3o de que, antes de se iniciarem as atividades de ensino e aprendizagem, os professores se dedicassem por semanas, talvez meses, a simplesmente ouvir as crian\u00e7as. No sil\u00eancio das crian\u00e7as h\u00e1 um programa de vida: sonhos. \u00c9 dos sonhos que nasce a intelig\u00eancia. <\/p>\n<p>A intelig\u00eancia \u00e9 a ferramenta que o corpo usa para transformar os seus sonhos em realidade. \u00c9 preciso escutar as crian\u00e7as para que a sua intelig\u00eancia desabroche. Sugiro ent\u00e3o aos professores que, ao lado da sua justa preocupa\u00e7\u00e3o como falar claro, tenham tamb\u00e9m uma justa preocupa\u00e7\u00e3o com o escutar claro. Amamos n\u00e3o \u00e9 a pessoa que fala bonito. \u00c9 a pessoa que escuta bonito. A escuta bonita \u00e9 um bom colo para uma crian\u00e7a se assentar&#8230;&#8221;<\/p>\n<div class=\"blogger-post-footer\">O Tao da Medicina Chinesa<br \/>\nhttp:\/\/otaodamedicinachinesa.blogspot.com<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ponto fundamental da Medicina Chinesa \u00e9 o sucesso do tratamento. \u00c9 a melhora da qualidade de vida da pessoa, independente de qual ferramenta terap\u00eautica se pratique: acupuntura, fitoterapia, Tui Na ou Qi Gong. Mas para se chegar neste resultado um outro ponto \u00e9 fundamental: o diagn\u00f3stico. Lembro aqui para os leigos que se trata do diagn\u00f3stico pr\u00f3prio da MTC. A MTC tem uma caracter\u00edstica interessante: algumas vezes o tratamento \u00e9 mais simples de que o diagn\u00f3stico. Sabendo com clareza a raiz daquela desarmonia e o princ\u00edpio de tratamento, toda a pr\u00e1tica em si se torna mais f\u00e1cil. 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Disse o escritor sagrado:&#8221;No princ\u00edpio era o Verbo&#8221;. Eu acrescento: &#8220;Antes do Verbo era osil\u00eancio.&#8221; \u00c9 do sil\u00eancio que nasce o ouvir. S\u00f3 posso ouvir a palavrase meus ru\u00eddos interiores forem silenciados. S\u00f3 posso ouvir a verdadedo outro se eu parar de tagarelar. Quem fala muito n\u00e3o ouve. Sabem disso os poetas, esses seres de fala m\u00ednima. Eles falam, sim. Paraouvir as vozes do sil\u00eancio. Veja esse poema de Fernando Pessoa, dirigido a um poeta: &#8220;Cessa o teu canto! Cessa, que, enquanto o ouvi,ouvia uma outra voz como que vindo nos interst\u00edcios do brando encanto com que o teu canto vinha at\u00e9 n\u00f3s. Ouvi-te e ouvia-a no mesmo tempo e diferentes, juntas a cantar. E a melodia que n\u00e3o havia se agora alembro, faz-me chorar&#8230;&#8221; A magia do poema n\u00e3o est\u00e1 nas palavras do poeta. 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Um \u00fanico grito enche o espa\u00e7o de medo. Na escola a viol\u00eancia come\u00e7a com estupros verbais. Milan Kundera conta a est\u00f3ria de Tamina, uma gar\u00e7onete. &#8220;Todo mundo gosta de Tamina. Porque ela sabe ouvir o que lhe contam. Mas ser\u00e1 queela ouve mesmo? N\u00e3o sei&#8230; O que conta \u00e9 que ela n\u00e3o interrompe a fala. Voc\u00eas sabem o que acontece quando duas pessoas falam. Uma fala e outra lhe corta a palavra: &#8216;\u00e9 exatamente como eu, eu&#8230;&#8217; e come\u00e7a a falar de si at\u00e9 que a primeira consiga por sua vez cortar: &#8216;\u00e9 exatamente como eu, eu&#8230;&#8217;Essa frase &#8216;\u00e9 exatamente como eu&#8230;&#8217; parece ser uma maneira de continuar a reflex\u00e3o do outro, mas \u00e9 um engodo. \u00c9 uma revolta brutal contra uma viol\u00eancia brutal: um esfor\u00e7o para libertar o nosso ouvido da escravid\u00e3o e ocupar \u00e0 for\u00e7a o ouvido do advers\u00e1rio. 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Encontrei, na revista pedag\u00f3gica italiana&#8221;Cem Mondialit\u00e0&#8221; a sugest\u00e3o de que, antes de se iniciarem as atividades de ensino e aprendizagem, os professores se dedicassem por semanas, talvez meses, a simplesmente ouvir as crian\u00e7as. No sil\u00eancio das crian\u00e7as h\u00e1 um programa de vida: sonhos. \u00c9 dos sonhos que nasce a intelig\u00eancia. A intelig\u00eancia \u00e9 a ferramenta que o corpo usa para transformar os seus sonhos em realidade. \u00c9 preciso escutar as crian\u00e7as para que a sua intelig\u00eancia desabroche. Sugiro ent\u00e3o aos professores que, ao lado da sua justa preocupa\u00e7\u00e3o como falar claro, tenham tamb\u00e9m uma justa preocupa\u00e7\u00e3o com o escutar claro. Amamos n\u00e3o \u00e9 a pessoa que fala bonito. \u00c9 a pessoa que escuta bonito. 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