{"id":90,"date":"2008-11-06T18:52:26","date_gmt":"2008-11-06T18:52:26","guid":{"rendered":"http:\/\/terapiaschinesas.wordpress.com\/?p=90"},"modified":"2020-04-27T16:19:58","modified_gmt":"2020-04-27T19:19:58","slug":"o-fim-do-bate-boca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.terapiaschinesas.com.br\/index.php\/2008\/11\/06\/o-fim-do-bate-boca\/","title":{"rendered":"O fim do bate-boca"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size:small;font-family:Times New Roman;\">Recebi esse texto da nossa amiga Elaine Gurovitz, publicado na Vida Simples. Achei interessente post\u00e1-lo no site, j\u00e1 que os desgastes por discuss\u00f5es e brigas, em todos os \u00e2mbitos de nossas vidas, s\u00e3o causadores enormes de dist\u00farbios dos nossos fatores emocionais. Os dist\u00farbios dessa natureza s\u00e3o os principais fatores causadores de doen\u00e7\u00e3s de origem interna, segundo os princ\u00edpios da Medicina Chinesa. A sabedoria desse m\u00e9todo pode nos ajudar a evitar um pouco mais esse tipo de desgaste.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size:small;font-family:Times New Roman;\"><br \/>\n<em><a href=\"http:\/\/terapiaschinesas.files.wordpress.com\/2008\/11\/marshall_rosenberg.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-91\" title=\"marshall_rosenberg\" src=\"http:\/\/terapiaschinesas.files.wordpress.com\/2008\/11\/marshall_rosenberg.jpg\" alt=\"marshall_rosenberg\" width=\"200\" height=\"238\" \/><\/a>A boa comunica\u00e7\u00e3o entre as pessoas \u00e9 a arma mais eficaz para<br \/>\ndisseminar a paz. \u00c9 o que diz o psic\u00f3logo Marshall Rosenberg,<br \/>\nporta-voz mundial da comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o-violenta<br \/>\n<\/em><strong>por Marcia Bindo<br \/>\n<\/strong><\/span><span style=\"font-size:small;font-family:Times New Roman;\"><br \/>\nLembra a \u00faltima vez que voc\u00ea discutiu com algu\u00e9m, levantou a voz e\u00a0saiu praguejando sem chegar a um entendimento? Pois saiba que guerras entre na\u00e7\u00f5es, brigas familiares, arranca-rabos no trabalho e a maior<br \/>\nparte dos confl itos em todo o mundo (incluindo essa sua discuss\u00e3o) t\u00eam algo em comum: poderiam ser evitadas apenas com&#8230; palavras. Essa \u00e9 a teoria defendida pelo psic\u00f3logo americano Marshall B. Rosenberg, que desde a d\u00e9cada de 1960 se dedica a promover o di\u00e1logo pac\u00edfico mundo afora. Segundo ele, \u00e9 na maneira como falamos e ouvimos os outros que est\u00e1 a chave para o problema das desaven\u00e7as e disc\u00f3rdias.<\/p>\n<p>Marshall fundou em 1984, na Calif\u00f3rnia, o Centro de Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o-Violenta (Center for Nonviolent Communication) e tem grupos de pesquisa em mais de 50 pa\u00edses, incluindo o Brasil. Viaja constantemente para mediar conflitos e levar programas de paz a regi\u00f5es assoladas por guerras, como S\u00e9rvia e Cro\u00e1cia. Aqui ele conta a estrat\u00e9gia para apaziguar os combates verbais do nosso dia-a-dia.<br \/>\n<span style=\"font-size:small;font-family:Times New Roman;\"><br \/>\n<strong>Como voc\u00ea come\u00e7ou a se interessar pelo assunto?<\/strong><br \/>\nCresci em Detroit, uma das cidades mais violentas dos Estados Unidos. O tempo inteiro havia brigas de rua entre as comunidades brancas e negras, inflamadas pelo preconceito. Quando isso acontecia, me escondia no por\u00e3o. At\u00e9 que decidi fazer algo a respeito \u2013 queria entender por que agimos de maneira violenta quando n\u00e3o nos entendemos.<\/p>\n<p>Comecei a estudar algumas maneiras de ajudar a contribuir para o bem-estar de todos. A comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o-violenta foi o resultado de minha especializa\u00e7\u00e3o em psicologia social.<\/p>\n<p><strong>Quando acontece, ent\u00e3o, a falta de comunica\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nQuando n\u00e3o h\u00e1 troca. Geralmente estamos t\u00e3o preocupados com nosso ponto de vista que n\u00e3o escutamos o que os outros est\u00e3o dizendo. Ou pior: quando julgamos aqueles que n\u00e3o agem de acordo com o que acreditamos ser correto. Se voc\u00ea quer viver no inferno, \u00e9 s\u00f3 pensar no que h\u00e1 de errado com as pessoas que fazem coisas de que voc\u00ea n\u00e3o gosta. Se quer piorar um pouco mais, diga a eles o que voc\u00ea acha que est\u00e1 errado. Essa maneira cricri de se comunicar s\u00f3 gera raiva, medo, culpa.<\/p>\n<p><strong>O que podemos fazer para evitar tantos atritos?<\/strong><br \/>\nQuando jovem, aprendi a me comunicar de maneira impessoal, que n\u00e3o exigia revelar o que se passava dentro de mim. Quando encontrava pessoas com comportamentos de que n\u00e3o gostava ou que n\u00e3o compreendia, reagia considerando que fossem errados. A\u00ed ocorreu o clique. Entendi que a grande falha da comunica\u00e7\u00e3o est\u00e1 justamente em apontar problemas nos outros \u2013 em vez de olhar o que eles causam em n\u00f3s. A comunica\u00e7\u00e3o come\u00e7a quando expressamos nossos sentimentos. N\u00e3o fazemos isso porque achamos que ficamos vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>Mas s\u00f3 assim criamos um relacionamento baseado na sinceridade. A partir do momento que as pessoas falam o que precisam, em vez de falarem o que est\u00e1 errado com os outros, o entendimento aumenta.<\/p>\n<p><strong>E como isso acontece quando h\u00e1 um assunto que gera disc\u00f3rdia?<\/strong><br \/>\nO primeiro passo \u00e9 reformular a maneira como falamos e ouvimos o outro. A id\u00e9ia \u00e9 treinar sempre a se expressar com honestidade e clareza, ao mesmo tempo que damos aos outros uma aten\u00e7\u00e3o respeitosa.<\/p>\n<p>Mas temos a s\u00edndrome do disco riscado: repetimos rea\u00e7\u00f5es, julgando os outros. Existe um treino que ensinamos a todos que buscam se comunicar de maneira pac\u00edfica \u2013 do chefe de Estado \u00e0 professora, do marido ao<br \/>\npresidi\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 esse treino?<\/strong><br \/>\nPrimeiro voc\u00ea observa um determinado acontecimento que afeta seu bem-estar, evitando julgamentos. Em seguida, identifi ca como voc\u00ea se sente ao observar aquela a\u00e7\u00e3o: se ficou magoado, assustado, alegre etc. Ent\u00e3o reconhece quais s\u00e3o suas necessidades que n\u00e3o est\u00e3o sendo supridas. A partir dessa refl ex\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel se comunicar com a pessoa ligada \u00e0 a\u00e7\u00e3o, para resolver o conflito.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea tem um exemplo?<br \/>\n<\/strong>Vamos supor que uma m\u00e3e vai falar com o filho adolescente que deixou a sala uma bagun\u00e7a. Um jeito n\u00e3o-violento de se expressar poderia ser o seguinte: &#8220;Roberto, quando vejo bolas de meia sujas na sala, fico irritada porque preciso de mais ordem no espa\u00e7o que usamos em comum.<\/p>\n<p>Voc\u00ea poderia colocar as meias no seu quarto ou na lavadora?&#8221; Veja bem, a m\u00e3e poderia reagir de diversas maneiras: bufar, punir o filho. Mas quando pratica a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o-violenta ela deixa claro o que observa, como se sente, qual necessidade n\u00e3o est\u00e1 sendo atendida. Pode ter certeza de que a chance de ser compreendida \u00e9 maior.<\/p>\n<p>Falando assim parece f\u00e1cil, mas na pr\u00e1tica&#8230;<\/p>\n<p>Esses passos na verdade funcionam para termos mais consci\u00eancia antes de agir de maneira reativa e impensada. Experimente respirar fundo e dar um tempo antes de come\u00e7ar a falar em uma situa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 prestes a entrar em ebuli\u00e7\u00e3o. Parece papo pra boi dormir, mas funciona! Assim voc\u00ea consegue elaborar o que o est\u00e1 incomodando.<\/p>\n<p><strong>Mas e quando a outra pessoa nos ataca verbalmente?<br \/>\n<\/strong>Da mesma maneira que \u00e9 poss\u00edvel mudar o jeito de se expressar, tamb\u00e9m d\u00e1 para escutar os outros de um jeito diferente. Todo tipo de cr\u00edtica, ataque, insulto e julgamento desaparece quando concentramos a aten\u00e7\u00e3o em ouvir os sentimentos e necessidades por tr\u00e1s da mensagem. Quanto mais praticamos isso, mais percebemos que por tr\u00e1s de todas essas mensagens que nos intimidam est\u00e3o simples indiv\u00edduos com necessidades insatisfeitas pedindo que contribuamos para seu bem-estar.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 o trabalho no Brasil?<br \/>\n<\/strong>Tenho uma equipe de pessoas habilitadas que trabalham para mediar conflitos em pres\u00eddios, em morros do Rio de Janeiro, em empresas e at\u00e9 em ambientes familiares. A rede de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o-violenta no Brasil \u00e9 sustentada por doa\u00e7\u00f5es. Educadores tamb\u00e9m realizam oficinas para qualquer pessoa que tenha interesse em aplicar esse aprendizado no cotidiano. O foco \u00e9 sempre inspirar a compaix\u00e3o \u2013 por isso foi carinhosamente apelidada de linguagem do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Para saber mais<\/em><br \/>\nLivros:<br \/>\n\u2022 Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o-violenta \u2013 T\u00e9cnicas para Aprimorar Relacionamentos<br \/>\nPessoais e Profissionais, Marshall Rosenberg, \u00c1gora<\/p>\n<p>Veja mais:<br \/>\nAcesse<\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.cnvbrasil\/\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.cnvbrasil\/\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.cnvbrasil.org\">www.cnvbrasil<\/a><a href=\"http:\/\/www.cnvbrasil.org\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.cnvbrasil.org\">.org<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.cnvc.org\/\"><span style=\"font-size:small;color:#0000ff;font-family:Times New Roman;\">www.cnvc.org<\/span><\/a><span style=\"font-size:small;\"><span style=\"font-family:Times New Roman;\"> para conhecer o Centro para Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o-Violenta, da Calif\u00f3rnia.<\/span><\/span><span style=\"font-size:small;font-family:Times New Roman;\">.org para saber mais sobre a entidade no Brasil e o <\/span><\/p>\n<p><!--~-|**|PrettyHtmlStart|**|-~--><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recebi esse texto da nossa amiga Elaine Gurovitz, publicado na Vida Simples. Achei interessente post\u00e1-lo no site, j\u00e1 que os desgastes por discuss\u00f5es e brigas, em todos os \u00e2mbitos de nossas vidas, s\u00e3o causadores enormes de dist\u00farbios dos nossos fatores emocionais. Os dist\u00farbios dessa natureza s\u00e3o os principais fatores causadores de doen\u00e7\u00e3s de origem interna, segundo os princ\u00edpios da Medicina Chinesa. A sabedoria desse m\u00e9todo pode nos ajudar a evitar um pouco mais esse tipo de desgaste. A boa comunica\u00e7\u00e3o entre as pessoas \u00e9 a arma mais eficaz para disseminar a paz. \u00c9 o que diz o psic\u00f3logo Marshall Rosenberg, porta-voz mundial da comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o-violenta por Marcia Bindo Lembra a \u00faltima vez que voc\u00ea discutiu com algu\u00e9m, levantou a voz e\u00a0saiu praguejando sem chegar a um entendimento? Pois saiba que guerras entre na\u00e7\u00f5es, brigas familiares, arranca-rabos no trabalho e a maior parte dos confl itos em todo o mundo (incluindo essa sua discuss\u00e3o) t\u00eam algo em comum: poderiam ser evitadas apenas com&#8230; palavras. Essa \u00e9 a teoria defendida pelo psic\u00f3logo americano Marshall B. Rosenberg, que desde a d\u00e9cada de 1960 se dedica a promover o di\u00e1logo pac\u00edfico mundo afora. Segundo ele, \u00e9 na maneira como falamos e ouvimos os outros que est\u00e1 a chave para o problema das desaven\u00e7as e disc\u00f3rdias. Marshall fundou em 1984, na Calif\u00f3rnia, o Centro de Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o-Violenta (Center for Nonviolent Communication) e tem grupos de pesquisa em mais de 50 pa\u00edses, incluindo o Brasil. Viaja constantemente para mediar conflitos e levar programas de paz a regi\u00f5es assoladas por guerras, como S\u00e9rvia e Cro\u00e1cia. Aqui ele conta a estrat\u00e9gia para apaziguar os combates verbais do nosso dia-a-dia. Como voc\u00ea come\u00e7ou a se interessar pelo assunto? Cresci em Detroit, uma das cidades mais violentas dos Estados Unidos. O tempo inteiro havia brigas de rua entre as comunidades brancas e negras, inflamadas pelo preconceito. Quando isso acontecia, me escondia no por\u00e3o. At\u00e9 que decidi fazer algo a respeito \u2013 queria entender por que agimos de maneira violenta quando n\u00e3o nos entendemos. Comecei a estudar algumas maneiras de ajudar a contribuir para o bem-estar de todos. A comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o-violenta foi o resultado de minha especializa\u00e7\u00e3o em psicologia social. Quando acontece, ent\u00e3o, a falta de comunica\u00e7\u00e3o? Quando n\u00e3o h\u00e1 troca. Geralmente estamos t\u00e3o preocupados com nosso ponto de vista que n\u00e3o escutamos o que os outros est\u00e3o dizendo. Ou pior: quando julgamos aqueles que n\u00e3o agem de acordo com o que acreditamos ser correto. Se voc\u00ea quer viver no inferno, \u00e9 s\u00f3 pensar no que h\u00e1 de errado com as pessoas que fazem coisas de que voc\u00ea n\u00e3o gosta. Se quer piorar um pouco mais, diga a eles o que voc\u00ea acha que est\u00e1 errado. Essa maneira cricri de se comunicar s\u00f3 gera raiva, medo, culpa. O que podemos fazer para evitar tantos atritos? Quando jovem, aprendi a me comunicar de maneira impessoal, que n\u00e3o exigia revelar o que se passava dentro de mim. Quando encontrava pessoas com comportamentos de que n\u00e3o gostava ou que n\u00e3o compreendia, reagia considerando que fossem errados. A\u00ed ocorreu o clique. Entendi que a grande falha da comunica\u00e7\u00e3o est\u00e1 justamente em apontar problemas nos outros \u2013 em vez de olhar o que eles causam em n\u00f3s. A comunica\u00e7\u00e3o come\u00e7a quando expressamos nossos sentimentos. N\u00e3o fazemos isso porque achamos que ficamos vulner\u00e1veis. Mas s\u00f3 assim criamos um relacionamento baseado na sinceridade. A partir do momento que as pessoas falam o que precisam, em vez de falarem o que est\u00e1 errado com os outros, o entendimento aumenta. E como isso acontece quando h\u00e1 um assunto que gera disc\u00f3rdia? O primeiro passo \u00e9 reformular a maneira como falamos e ouvimos o outro. A id\u00e9ia \u00e9 treinar sempre a se expressar com honestidade e clareza, ao mesmo tempo que damos aos outros uma aten\u00e7\u00e3o respeitosa. Mas temos a s\u00edndrome do disco riscado: repetimos rea\u00e7\u00f5es, julgando os outros. Existe um treino que ensinamos a todos que buscam se comunicar de maneira pac\u00edfica \u2013 do chefe de Estado \u00e0 professora, do marido ao presidi\u00e1rio. Como \u00e9 esse treino? Primeiro voc\u00ea observa um determinado acontecimento que afeta seu bem-estar, evitando julgamentos. Em seguida, identifi ca como voc\u00ea se sente ao observar aquela a\u00e7\u00e3o: se ficou magoado, assustado, alegre etc. Ent\u00e3o reconhece quais s\u00e3o suas necessidades que n\u00e3o est\u00e3o sendo supridas. A partir dessa refl ex\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel se comunicar com a pessoa ligada \u00e0 a\u00e7\u00e3o, para resolver o conflito. Voc\u00ea tem um exemplo? Vamos supor que uma m\u00e3e vai falar com o filho adolescente que deixou a sala uma bagun\u00e7a. Um jeito n\u00e3o-violento de se expressar poderia ser o seguinte: &#8220;Roberto, quando vejo bolas de meia sujas na sala, fico irritada porque preciso de mais ordem no espa\u00e7o que usamos em comum. Voc\u00ea poderia colocar as meias no seu quarto ou na lavadora?&#8221; Veja bem, a m\u00e3e poderia reagir de diversas maneiras: bufar, punir o filho. Mas quando pratica a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o-violenta ela deixa claro o que observa, como se sente, qual necessidade n\u00e3o est\u00e1 sendo atendida. Pode ter certeza de que a chance de ser compreendida \u00e9 maior. Falando assim parece f\u00e1cil, mas na pr\u00e1tica&#8230; Esses passos na verdade funcionam para termos mais consci\u00eancia antes de agir de maneira reativa e impensada. Experimente respirar fundo e dar um tempo antes de come\u00e7ar a falar em uma situa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 prestes a entrar em ebuli\u00e7\u00e3o. Parece papo pra boi dormir, mas funciona! Assim voc\u00ea consegue elaborar o que o est\u00e1 incomodando. Mas e quando a outra pessoa nos ataca verbalmente? Da mesma maneira que \u00e9 poss\u00edvel mudar o jeito de se expressar, tamb\u00e9m d\u00e1 para escutar os outros de um jeito diferente. Todo tipo de cr\u00edtica, ataque, insulto e julgamento desaparece quando concentramos a aten\u00e7\u00e3o em ouvir os sentimentos e necessidades por tr\u00e1s da mensagem. Quanto mais praticamos isso, mais percebemos que por tr\u00e1s de todas essas mensagens que nos intimidam est\u00e3o simples indiv\u00edduos com necessidades insatisfeitas pedindo que contribuamos para seu bem-estar. Como \u00e9 o trabalho no Brasil? Tenho uma equipe de pessoas habilitadas que trabalham para mediar conflitos em pres\u00eddios, em morros do Rio de Janeiro, em empresas e at\u00e9 em ambientes familiares. A rede de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o-violenta no Brasil \u00e9 sustentada por doa\u00e7\u00f5es. Educadores tamb\u00e9m realizam oficinas para qualquer pessoa que tenha interesse em aplicar esse aprendizado no cotidiano. O foco \u00e9 sempre inspirar a compaix\u00e3o \u2013 por isso foi carinhosamente apelidada de linguagem do cora\u00e7\u00e3o. Para saber mais Livros: \u2022 Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o-violenta \u2013 T\u00e9cnicas para Aprimorar Relacionamentos Pessoais e Profissionais, Marshall Rosenberg, \u00c1gora Veja mais: Acesse\u00a0 www.cnvbrasil.org e www.cnvc.org para conhecer o Centro para Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o-Violenta, da Calif\u00f3rnia..org para saber mais sobre a entidade no Brasil e o<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[497,15],"tags":[],"class_list":["post-90","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-uncategorized"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.terapiaschinesas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.terapiaschinesas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.terapiaschinesas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.terapiaschinesas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.terapiaschinesas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.terapiaschinesas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3066,"href":"https:\/\/www.terapiaschinesas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90\/revisions\/3066"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.terapiaschinesas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.terapiaschinesas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=90"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.terapiaschinesas.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}