Curso de Massagem Pediátrica Chinesa – Xiǎo Ér Tuī Na – 小 兒 推 拿 novembro 29, 2010
Posted by riefi in : Cursos, Medicina Chinesa, Saúde em geral, Tui Na , add a commentA massagem ped
iátrica chinesa é uma especialização dos conceitos da Medicina Tradicional Chinesa, aplicada às crianças de 0 a 12 anos de idade. Consiste em uma prática distinta, pois as crianças apresentam uma configuração energética diferente da dos adultos.
Objetivo: Capacitar profissionais e estudantes para a aplicação das técnicas específicas da massagem pediátrica chinesa.
Conteúdo:
• Introdução e antecedentes históricos da Massagem Pediátrica Chinesa;
• Contra-indicações;
• Conduta profissional;
• Introdução a teoria de Yin e Yang e 5 Elementos
• Fisiologia e patologias energéticas infantis ;
• Avaliação;
• Avaliação pela VDI ;
• Características do Xiao ER TUI NA;
• Princípios de aplicação da massagem;
• Localização dos principais pontos a serem manipulados;
• Técnicas de manipulação infantil;
• Aplicação das técnicas para alterações específicas infantis.
Ministrante: Helena Guimarães
Local: Escola Brasileira de Medicina Chinesa
Datas: 12 e 13 de fevereiro e 12 e 13 de março. Sábados das 9hs às 17hs e domingo das 9hs às 12hs.
Contato: Rua Tobias Barreto, 1243 / 1245 – Belém – São Paulo – SP – Fone: 0xx11 2605-4188/ 2155-1712/2155-1713 – ebramec@ebramec.com.br
Um tratamento com Acupuntura é caro demais? novembro 18, 2010
Posted by riefi in : Acupuntura, Medicina Chinesa, Saúde em geral , add a comment
Nas últimas semanas alguns pacientes e, principalmente, vários alunos vieram conversar comigo sobre as questões financeiras que envolvem um tratamento com Medicina Chinesa, especialmente através da Acupuntura. Será que o tratamento de Acupuntura é caro demais? Será que é elitista? Será que vale a pena?
É claro que não tenho a pretensão de responder a perguntas tão abrangentes e complexas num simples artigo. Assim como acho absurdo um artigo dito “científico”, com base numa pesquisa quantitativa limitada, desqualificar toda a Medicina Chinesa, não poderia chegar aqui e dizer simplesmente: sim, vale a pena. Meu princípio aqui é refletir, discutir, trazendo a visão e a experiência de quem vive dessa Medicina, mas também de quem cuida da própria saúde e da sua família através da Medicina Chinesa.
É importante entender inicialmente que qualquer Medicina está inserida e é fruto de um contexto cultural. É óbvio, mas é importante lembrar, que a Medicina Ayurvédica, por exemplo, só poderia se originar, se aperfeiçoar e se difundir na cultura hindu. A Medicina Alopática, ou ocidental, ou científica, ou qualquer outra denominação que se utilize, só poderia também ser originada e utilizada numa cultura que tem, ou tinha, como base, as visões cartesiana e newtoniana. E também a Medicina Chinesa nasceu de uma cultura chinesa de um determinado período, que tinha como fundamento a lógica e os princípios taoístas da vida, da saúde, do Universo. Lembrar dessa diferenciação é fundamental, pois nossa visão ocidental tende a ser bastante arrogante, considerando a nossa forma de entender a ciência, a medicina, e toda a vida, enfim, como sendo a única ou pelo menos a mais avançada, moderna e, por isso, a mais apropriada.
Essas diferenças culturais geram entendimentos completamente diferentes do que é saúde, doença, diagnóstico e tratamento em cada Medicina. É inerente à Medicina Alopática a fragmentação, o aprofundamento no detalhe, a reprodução do experimento científico. É princípio da Medicina Chinesa a visão global, o agrupamento de sinais e sintomas, a individualização do tratamento, e unificação do homem inserido nas condições do tempo e do espaço. E cada uma delas teve seu avanço e hoje tem sua forma terapêutica sobre essas características particulares.
Hoje temos então terapeutas que, como nós, seguem uma linhagem tradicional ou que ao menos tentam praticar a Medicina Chinesa, e especificamente a Acupuntura, de forma tradicional num país de cultura de outra origem e que tem como Medicina local, vigente e dominante a Alopática. Esse contexto origina situações curiosas, como, por exemplo, a de um paciente que há algumas semanas me sugeriu que eu passasse a atender em série, ou seja, de forma mais rápida, prática e específica para que pudesse atender muitas pessoas por hora e, assim, conseguisse baratear o custo do meu atendimento, que ele considera caro.
O modelo proposto pelo meu paciente é exatamente o modelo ocidental e moderno de atendimentos de saúde. E até é possível trabalhar com Acupuntura dessa forma, tanto que hoje, no Brasil, na China e em qualquer lugar do mundo, encontramos terapeutas praticando esse modelo. Só que foi exatamente esse modelo que falhou no seu caso e por isso ele precisou buscar a Medicina Chinesa. E foi a Medicina Chinesa, no seu modelo tradicional de atendimentos individualizados, demorados, com um diagnóstico abrangente, que considera a manifestação da doença, mas também sua origem, que conseguiu melhorar o seu caso quase que completamente, estando o seu tratamento hoje numa fase final. Por que então ele me propôs que mudasse minha forma de trabalho se foi justamente esse diferencial que beneficiou seu quadro clínico?
Percebe-se então aqui a importância da cultura. Quanto é caro? O que vale a pena? Essa avaliação é muito pessoal, mas está carregada de dogmas culturais. Nós podemos considerar que R$300,00 por mês, por exemplo, é caro demais para um tratamento de Acupuntura que em alguns casos pode levar 3 meses, 6 meses, 1 ano ou até mesmo não ter um fim para patologias crônicas e graves. Mas praticamente todos nós temos como certo a obrigatoriedade do pagamento de um plano de saúde que, para uma pessoa na terceira idade por exemplo, pode chegar a valores médios de R$700,00. Por que aceitamos sem dificuldades pagar regularmente por um modelo de Medicina, mesmo que não o utilizemos regularmente? Ou que para um atendimento mais profundo precisamos recorrer a uma consulta com um médico particular?
Novamente, não é meu objetivo aqui discutir se é válido ou não o pagamento regular de um plano de saúde. A Medicina Alopática tem recursos incríveis e ferramentas muito mais eficazes do que as da Medicina Chinesa para determinados tratamentos. Mas o objetivo aqui é simplesmente refletir nossa cultura no que diz respeito à saúde de maneira um pouco mais afastada e ampla, coisa que não fazemos regularmente.
Outra demonstração da importância dos valores culturais na avaliação do custo-benefício de um tratamento ocorreu recentemente. Uma paciente vinha para atendimentos de Acupuntura e Massagem Tui Na de maneira muito irregular. Ela não fazia de fato um tratamento, mas simplesmente aliviava alguns sintomas nas consultas que fazia conosco. Justificava a impossibilidade de realizar um tratamento efetivo por questões financeiras e de disponibilidade de tempo. Até que viu na televisão a possibilidade do uso da Acupuntura como ferramenta estética. Via de regra não trabalhamos com a Acupuntura para fins estéticos específicos, mas vimos no interesse dessa paciente a abertura para tratar de algumas questões mais profundas de sua saúde, juntamente com a aplicação estética. Visando os benefícios estéticos ela passou a consultar-se duas vezes por semana.
Outra reflexão da importância da cultura na validação de um tratamento é quanto à troca ou não do terapeuta. Quando nos consultamos numa especialidade médica alopática e não temos resultado no tratamento trocamos de médico. Quando nos consultamos com um terapeuta da Medicina Chinesa e o tratamento não obtém o resultado desejado, o que fazemos? Consideramos que aquela Medicina não funciona, ou que ao menos não funciona para mim. Poucos cogitam trocar de terapeuta. Isso se deve ao conceito de que a Medicina Alopática é infalível. O erro ou limitação provavelmente no tratamento foi daquele médico. Damos inúmeras chances a essa Medicina então, com investimentos financeiros, de tempo e energia enormes. Mas se nossa dor não for aliviada em uma ou duas consultas de Acupuntura, já começamos a considerar que o investimento naquela Medicina como um todo não vale a pena.
No futuro pretendo trazer outras reflexões como essa sobre como é importante conhecer mais da cultura e dos princípios lógicos que originaram e que determinam a forma de entendimento e prática da Medicina Chinesa.
Formatura turma de Massagem Tui Na da EBRAMEC novembro 16, 2010
Posted by riefi in : Cursos, Medicina Chinesa, Tui Na , add a commentCom grande satisfação terminamos mais um ciclo de massagem Tui Na na EBRAMEC. Esta turma muito dedicada, construiu a base para alicerçar seu caminho na Medicina Chinesa. Esperamos novos encontros para aperfeiçoar nosso conhecimento e nutrir nossa amizade. Parabéns a todos e um forte abraço, Helena e Edgar!
Almoço de confraternização turma de Yi Jing (I Ching) novembro 5, 2010
Posted by riefi in : Cursos, I Ching , add a comment
No último domingo, dia 31/10, tivemos um delicioso almoço de contraternização da turma semanal de Yi Jing (I Ching) em comemoração ao término do ciclo de Hexagramas da Adriana Miller (em pé com o Pedro no colo) e do Rafael Schouery (o segundo sentado da direita para a esquerda). Pra mim foi um dia muito especial. Primeiro por reunir meus queridos alunos, suas famílias e a minha família (Lucas sobre meu ombro e Helena ao meu lado). Segundo pela formatura de duas pessoas tão especiais como a Dri e o Rafa. E terceiro por agora vê-los continuando sua formação no curso de Flor de Ameixeira com o meu grande amigo Aurimar “Harry” Cerqueira. Obrigado a todos!

