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Palestra na 9a Semana do Tao
Dos dias 1 a 9 de agosto acontece na Sociedade Taoista do Brasil a 9a Semana do Tao, com o tema “Harmonia nos Relacionamentos”. O evento é organizado anualmente, oferecendo várias atividades abertas ao público, apresentando o Taoísmo e suas artes de sabedoria. Na segunda-feira, dia 02 de agosto, ‘às 20hs, darei a palestra “A saúde do homem e da mulher e a harmonia nos relacionamentos – uma visão da Medicina Tradicional Chinesa”.
Para ver a programação completa do evento, clique aqui.
A Sociedade Taoista fica na Av. Liberdade, 113 – 3o andar, em São Paulo.
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A Interdependência dos Órgãos e Vísceras (Zang Fu)
Desde os primórdios do desenvolvimento das teorias e práticas da Medicina Tradicional Chinesa, especialmente compilados no Huang Di Nei Jing (黃帝内經), temos o entendimento que nossa fisiologia é especialmente comandada pelos Órgãos (Zang) e pelas Vísceras (Fu). Cada um destes possui um aspecto Yin, relacionado à sua forma, sua estrutura, sua base material e também um aspecto Yang, relacionado às suas funções, tanto físicas, conhecidas também pela medicina alopática, quanto energéticas, consideradas exclusivamente pela Medicina Chinesa.
Esse conjunto de funções e estruturas é visto tanto isoladamente como também interdependente entre si, ou seja, uma disfunção da nossa saúde pode ser decorrente do mal funcionamento funcional ou estrutural de um Órgão (Zang) ou Víscera (Fu), como também devido à influência de um deles no funcionamento do outro. O mais interessante é que todos relacionam-se mutuamente e portanto as Síndromes que envolvem mais de um Órgão (Zang) ou Víscera (Fu), na prática, são muito mais comuns do que as de um só.
Podemos pegar o exemplo da fisiologia do Pulmão, como entendida pela Medicina Chinesa: sua principal função é realizar a respiração, fazendo de forma eficaz tanto a troca gasosa, como a captação do Qi (Energia) do ar. Mas para realizar a inspiração, ponto mais crítico da respiração, ele depende do Qi (Energia) do Rim. Realizada a captação do Qi (Energia) do ar, o Pulmão forma o Qi (Energia) torácica, que irá para o Coração, onde acontecerá a união desta energia com o fluído do Sangue (Xue). Mas para formar um bom Qi torácico, o Pulmão depende do envio do Qi (Energia) Nutritivo feito pelo Baço, que é a energia extraída da alimentação, que por sua vez foi preparada pelo Estômago. Mas para que todas essas trocas energéticas aconteçam sem impedimento o Pulmão depende da manutenção do fluxo de todo o Qi (Energia) do corpo feita pelo Fígado sem impedimentos.
Esse é um recorte mínimo da nossa complexa fisiologia, como entendida pela Medicina Chinesa. É através dessa forma de compreender a saúde e a doença que conseguimos identificar uma origem comum a sintomas considerados muitas vezes desconexos pela medicina alopática.
Mas cada vez mais percebemos alguns sinais de que mesmo a medicina ocidental está retomando a visão de que nosso corpo é todo interdependente, como podemos ver nessa reportagem sobre o artigo científico publicado no Journal of the American Society of Nephrology, relatando uma pesquisa que mostra que pessoas com elevada taxa de descanso do batimento cardíaco são mais propensas a doenças renais.
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Profissão de acupunturista é aprovada em Comissão da Câmara
Não costumo postar no nosso blog notícias sobre as discussões políticas que envolvem a Medicina Chinesa no Brasil e nem sobre a absurda proposta de uma parte da área médica que a acupuntura só possa ser praticada por médicos. Mas essa notícia que a Folha publicou é muito relevante, tanto para nós profissionais, quanto para nossos alunos e também para os nossos pacientes.
Leia a matéria completa clicando aqui.
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Indicação de terapeuta em Campinas
Muitas vezes recebi pedidos de indicação de um bom terapeuta de Medicina Chinesa em Campinas. Tenho muito orgulho de agora poder indicar uma excelente aluna nossa. A Adriana Neves, acupunturista, iniciou seu trabalho clínico em Campinas na Clínica Andorinhas: Rua Vicente Ghilardi 107, Jardim Chapadão – Campinas. TELS: (19) 3203-0453 / (19) 9691-3744.
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Entrevista sobre queda de cabelo para a revista e blog Tato
Dei uma entrevista que fez parte de uma ótima matéria sobre queda de cabelo escrita pela jornalista Manoella Oliveira para a revista e blog Tato. Para ler, clique aqui.
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Vacinas – tomar ou não tomar?
Luciana Ribeiro, uma das minhas ex-alunas mais antigas de Tui Na, deu a sugestão para este artigo, pois queria saber qual a visão da Medicina Chinesa na utilização das vacinas.
Para compreendermos esta questão temos que nos voltar para os princípios do entendimento da formação de doenças segundo a Medicina Chinesa. Qualquer patologia é entendida como sendo Interna (Endógena), Externa (Exógena) ou a curiosa nomenclatura “Nem um, nem outro”.
As doenças internas são as formadas pelos distúrbios psíquico-emocionais. As externas são formadas pela influência, ou como chamamos na Medicina Chinesa, pela invasão dos fatores climáticos, como o Frio, o Calor, o Vento, a Secura, dentre outros.
É importante destacar que para que um desses fatores externos gere um distúrbio, ele tem de prevalecer sobre o nosso sistema de resistência (Wei Qi).
Assim, entendemos o porquê que duas pessoas expostas à mesma mudança abrupta de temperatura não sofrem a mesma consequência: uma pode ficar gripada e a outra não, se a primeira estiver com sua resistência mais debilitada. Nesse tipo de gripe, portanto, o terapeuta da Medicina Chinesa não leva em consideração a presença ou não do agente biológico (vírus, por exemplo). O que importa no tratamento é a natureza do distúrbio gerado pelo fator climático.
Já dentro da categorização dos “Nem um, nem outro”, na qual temos os acidentes, má alimentação e todos os demais tipos de fatores geradores de doença, temos a Pestilência.
A diferenciação básica entre uma pestilência e um fator externo é que a contaminação por uma pestilência independe dos nossos fatores de resistência. Por melhor que esteja nosso sistema de defesa (Wei Qi), seremos contaminados.
Essa diferenciação simples faz com que o critério para a utilização das vacinas seja simples: contra o que for considerado uma pestilência, e tiver vacinação, aplica-se a vacina. Para o que depende dos nossos fatores de resistência, como a gripe comum, não se aplica a vacina, mas sim procura-se mecanismos para aumentar a nossa resistência, como o Qi Gong (exercícios energéticos), uma alimentação adequada, repouso suficiente, boa qualidade de sono, boa saúde emocional, dentre outros.
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Curso de Aprofundamento em Diagnóstico e Diferenciação de Síndromes pela visão taoista da Medicina Chinesa
A Medicina Chinesa possui uma lógica única que fundamenta sua forma de ver a saúde e a doença. Esta forma de pensar não é próxima da nossa forma habitual de vermos o funcionamento do nosso organismo. O praticante ocidental da Medicina Chinesa tem normalmente muita dificuldade de interiorizar a forma como se coleta, organiza, prioriza, raciocina e por fim conclui os dados clínicos de seus pacientes. Esse curso vem atender essa lacuna, trazendo, através do exercício prático, o pensamento taoista que fundamenta essa Medicina.
Objetivo: aperfeiçoar a prática diagnóstica, a interpretação dos dados e o raciocínio da Medicina Chinesa, melhorando o exercício das suas ferramentas, como a acupuntura, a massagem chinesa Tui Na e a fitoterapia.
Pré-requisitos: profissional formado em alguma área da Medicina Chinesa (acupuntura, massagem Tui Na, fitoterapia) ou estudante de curso de formação com 50% do curso completo.
Conteúdo programático:
Através de exercícios práticos, baseados em casos reais, feitos em grupo e individualmente, iremos aprofundar:
- A elaboração da anamnese;
- O interrogatório;
- A pulsologia;
- A Semiologia da Língua;
- A Diferenciação de Síndromes pelos Oito Princípios (Ba Gan);
- As Funções dos Órgãos e Vísceras (Zang Fu);
- A Diferenciação de Síndromes pelos Órgãos e Vísceras (Zang Fu);
- Os Fatores Patogênicos Exógenos;
- Os Fatores Patogênicos Endógenos;
- A Síndrome Bi (Síndromes de Obstrução Dolorosa);
- Função, localização e aplicação de pontos para os tratamentos dos casos estudados durante o curso.
Ministrante: Edgar Cantelli Gaspar
Duração: 3 meses – junho, julho e agosto de 2010. Início dia 02/06/10.
Datas e horário: quartas-feiras, das 15hs às 17hs
Local: Sociedade Taoísta do Brasil
Contato: 3105-7407 / 9631-3005 – stb-sp@sociedadetaoista.com.br

Desde os primórdios do desenvolvimento das teorias e práticas da Medicina Tradicional Chinesa, especialmente compilados no Huang Di Nei Jing (黃帝内經), temos o entendimento que nossa fisiologia é especialmente comandada pelos Órgãos (Zang) e pelas Vísceras (Fu). Cada um destes possui um aspecto Yin, relacionado à sua forma, sua estrutura, sua base material e também um aspecto Yang, relacionado às suas funções, tanto físicas, conhecidas também pela medicina alopática, quanto energéticas, consideradas exclusivamente pela Medicina Chinesa.

A Medicina Chinesa possui uma lógica única que fundamenta sua forma de ver a saúde e a doença. Esta forma de pensar não é próxima da nossa forma habitual de vermos o funcionamento do nosso organismo. O praticante ocidental da Medicina Chinesa tem normalmente muita dificuldade de interiorizar a forma como se coleta, organiza, prioriza, raciocina e por fim conclui os dados clínicos de seus pacientes. Esse curso vem atender essa lacuna, trazendo, através do exercício prático, o pensamento taoista que fundamenta essa Medicina.